Sorteio de prêmios valoriza trabalho de cabanheiros

Publicação: sábado, 5 de setembro de 2009 - site da Expointer 2009


Depois da premiação aos animais, a manhã de sábado (05) foi de premiar os cabanheiros. Uma TV de 29 polegadas tela plana, um aparelho de som e um aparelho de DVD foram sorteados pela Farsul e pela Secretaria da Agricultura entre os 101 cabanheiros que desfilaram, na noite de sexta-feira, com os grandes campeões na pista central.

O sorteio, que acontece todos os anos, é uma forma de valorizar o trabalho desenvolvido pelos profissionais. "Esse é um sinal de reconhecimento, de respeito e de gratidão pelo trabalho de vocês. O desfile foi feito para destacar vocês e os animais que vocês cuidam com tanto carinho", afirmou o secretário da Agricultura, João Carlos Machado.

A divulgação dos vencedores teve a ajuda da pequena visitante Natália, que retirou os números 71, 74 e 01. O ganhador do aparelho de DVD foi Raul Garcia Filho, da Cabanha VB, de Eldorado do Sul. O aparelho de som foi para Wilson Oliveira, da Cabanha Rodeio dos Pardos, de Morro Redondo. O prêmio mais cobiçado, a TV 29 polegadas, foi para Jesus Augusto dos Santos, da Cabanha Santa Camila, de Alegrete.

Feliz, Wilson saiu abraçado ao aparelho de som e sob as brincadeiras dos colegas. Sortudo, é a segunda vez que tem o número sorteado. A primeira foi em 2007, quando recebeu a TV. "O velhinho lá de cima ajuda o velhinho aqui", brincou ao fazer referência a sua idade. Aos demais participantes do sorteio, o secretário ressaltou a posição de sucesso na Expointer. "Só entra aqui quem tem mérito. Ganhando ou não ganhando hoje, vocês são vencedores".


Foto: Vilmar da Rosa/SEAPPA

Boulevard da Expointer abre espaço para desfile de confecções em lã

Publicação: quarta-feira, 2 de setembro de 2009 - site da Expointer 2009


Tradicional ponto de encontro nos fins de tarde na Expointer, o charmoso Boulevard abriu espaço na tarde desta quarta-feira (02) para o 6° Ideal Moda Fashion, desfile que apresentou as criações em lã Ideal de artesãs expositoras da feira. Ponchos, casacos, mantas, vestidos e até bolsas confeccionadas com os fios foram apresentados. Os grandes campeões e reservados de grandes campeões também subiram na passarela para mostrar o ponto inicial da cadeia produtiva da tecelagem. Para complementar os looks, apliques de lã imitando cabelos e bouquets de flores de lã foram ostentados pelas modelos.

O retorno da iniciativa é palpável, conforme a diretora da Associação Brasileira de Criadores de Ideal e idealizadora do evento, Cleusa Piegas. "Isso é uma vitrine para divulgar o nosso produto, que é a lã, e somos cada vez mais procurados", comenta sobre o sucesso da apresentação.

A artesã Carmem Simões Pires, de Gramado, participou pela primeira vez da mostra convidada pela organizadora. Para ela, a oportunidade de apresentar nove peças de sua coleção é uma vitrine interessante.

Concentrado no vai-e-vem das modelos, o criador de ovinos de lã Milton Fernandes, de Bagé, fez questão de conferir as criações. "Esse é o ponto final do que a gente faz no campo, é bom para entender para onde vai o fio que a tua ovelha produz", avaliou.

Foto: Mauro Schaefer/SEAPPA

Outras publicações de destaque no site da Expointer 2009

Das águas, a sabedoria e o sustento

Publicação: domingo, 21 de junho de 2009 – jornal Diário Popular

Antropólogos voltam os olhos para a vida em colônias de pescadores como a Z-3; as dificuldades, a linguagem e os conflitos são observados a partir da própria realidade cotidiana dos trabalhadores

Há 59 anos, seu Antonio Tomás Ourique, hoje com 72 anos, começava a aprender um ofício que iria determinar toda sua vida e sua relação com a natureza. Morador da Colônia Z-3, com o pai aprendeu a ser pescador e da água sempre tirou o sustento de toda família. “Acho que a gente já nasce com o destino para a pescaria.” Mais que uma profissão, uma identidade, compartilhada com familiares, amigos e vizinhos.

O universo de pessoas como seu Antonio foi a temática central do seminário Pescadores e pescarias: saberes, significados e conflitos, que ocorreu na Universidade Federal de Pelotas por iniciativa do Departamento de História e Antropologia. No encontro que reuniu pesquisadores e alunos na Faculdade de Museologia, o oceanógrafo Gustavo Moura falou sobre conflitos territoriais e resistência no estuário da Lagoa dos Patos.

Já o antropólogo Gianpaolo Adomilli falou sobre saber tradicional, modernização e territorialidade na pesca embarcada, focando o caso dos pescadores de São José do Norte, pesquisado em seu doutorado. “As populações de pescadores mantêm comunicação, em maior ou menor grau. O que ocorre no mar e na lagoa é parecido”, comenta. E por isso a discussão pode se estender à colônia de Pelotas. Por mais presente o avanço tecnológico e por mais fortes que sejam os impactos socioambientais da modernidade, a tradição permanece e a profissão ainda passa de pai para filho, de irmão para irmão.

Destino e amor

Gosto ainda maior pela pesca tem o filho adotivo de Ourique, Tiago Campos, de 23 anos. Desde os 12 o rapaz segue a profissão da família e a vontade inclusive o fez abandonar o Ensino Médio. O deslocamento diário até a sede o principal entrave na conciliação de trabalho e estudo. “Talvez tivesse continuado a estudar se fosse aqui na Z-3. No centro, precisa de mais coisas, a passagem, uma roupa melhor, o dinheiro para um lanche.”

Mesmo assim, nem por isso o saber de Tiago em mais de dez anos de atividade deveria ser desvalorizado, afirma o antropólogo. O conhecimento e a memória das comunidades pesqueiras, como a de São José do Norte pesquisada por Adomilli, sobre a costa, a Lagoa dos Patos e o oceano, tanto pelo aspecto natural quanto o cultural, é rico e não deveria ser ignorado ou perdido. “Se isso ocorre, no futuro gastam milhões para pesquisar e fazer um levantamento sobre a memória deles.” Fonte viva e de fácil acesso hoje.

Conflitos e invisibilidade

Apesar do conjunto de saberes e memórias, Adomilli percebeu, em sua pesquisa, uma certa invisibilidade do grupo para a sociedade e o poder público. “Falta um encontro. O saber científico não é superior ao deles, mas existem impasses históricos e posturas que contribuem para a marginalização dos grupos.” A falta de um diálogo que leve em consideração os conhecimentos de quem vive a pesca na prática é sentida pelos pescadores nas determinações oficiais.

Ourique exemplifica isso na escolha de um único tipo de malha para a pesca em toda a lagoa. “No Fórum da Lagoa dos Patos decidiram que seria a malha 50, mas essa só pega peixes maiores. Aqui para nós, se não for a 45, não conseguimos pegar.” Para ele, cada local deveria ter especificações próprias do que é permitido e o que não, bem como a adequeação dessas normas conforme a safra. “Duarante o defeso, o liguado e o peixe-rei são liberados, mas a malha é proíbida. Vou pescar com o quê? Com caniço?” brinca.

É o trabalho de normatização genérica para abarcar realidades tão diversas identificado por Adomilli. “O alto mar, o centro da Lagoa e a baía exigem distintos saberes. O poder público não vê a diferenciação e elabora normas que não se encaixam para todos.” O resultado, para ele, são pescadores engessados para acompanhar o ritmo da natureza.

Os impasses estão, também, dentro das comunidades pesqueiras. “A escassez de espaço pesqueiro tem impactos na comunidade”, avalia o antropólogo. Para Ourique, falta concordância. “Em terra não existe união. No mar, pode ser meu inimigo, mas eu não vou deixar com um motor estragado, sou obrigado a rebocá-lo. Agora, aqui, é cada um por si e Deus por todos. Niguém concorda com niguém.” Conforme o trabalhador, o pensamento individualista dificulta até mesmo reivindicações frente a orgãos como o Ibama e prejudica toda a categoria. Mas no mar ou na Lagoa, eles sabem que nunca estão sozinhos.

Para entender e discutir a sociabilidade na Rede

Autora pelotense Raquel Recuero autografa hoje seu primeiro livro: Redes sociais na Internet

Seja com a leitura ou produção de um blog, a manutenção de um perfil no Orkut ou a divulgação de fotos no Flickr, como bem comentou o pesquisador André Lemos em sua apresentação, o tema do livro Redes sociais na Internet, da autora pelotense Raquel Recuero, já virou cotidiano. É comum ouvir falar ou estar inserido nessa forma de interação social tão contemporânea, mas raras são as produções bibliográficas, especialmente em português, a discutirem a fundo o assunto.

O lançamento do primeiro livro individual da jornalista, doutora em Comunicação e Informação e professora da Universidade Católica de Pelotas ocorre hoje, a partir das 18h, em coquetel seguido de sessão de autógrafos na Livraria Vanguarda (Gonçalves Chaves, 374/2). A publicação da Editora Sulina em breve será complementada por um site, no qual uma versão gratuita para download estará disponível, e por um aplicativo para iPhone, ambos a cargo da Cubocc. “Acreditamos que o importante é divulgar o conhecimento. É uma experiência que vamos fazer com a editora, ver até onde as pessoas deixam de comprar ou se elas se interessam e vão atrás da versão impressa.”

A obra, uma das primeiras em sua temática, é dividida em duas partes. A primeira, mais conceitual, oferece os caminhos para compreender quem são os atores sociais e como eles criam conexões nesse ambiente virtual, aborda questões como popularidade, autoridade, cooperação e conflito, e como isso impacta a sociedade. Formulações vindas na maior parte da tese de doutorado de Raquel. “Essa é mais teórica, apesar de ter simplificado ao máximo para que ficasse mais acessível.”

Já a segunda parte trabalha aspectos das redes sociais partindo de exemplos bastante conhecidos, como Facebook, Twitter e tantos outros que influenciaram até mesmo as eleições norte-americanas de 2008. O conteúdo, aí, vem das pesquisas realizadas após o doutoramento. Para a autora, a ligação entre teoria e exemplo oferece instrumentos para quem quer entender e se apropriar das redes sociais para a publicidade ou para a difusão de informações.

Em busca das redes

Mesmo recém saído do forno, o livro já faz sucesso entre os interessados pelo assunto. No lançamento realizado no 18º Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós), na última semana em Belo Horizonte, já não havia exemplares a venda no segundo dia. As expectativas da editora foram superadas. Na livraria Vanguarda, já na sexta-feira a grande procura fazia os vendedores brincarem com uma possível falta de estoque para o coquetel de hoje.

Confira!

O QUÊ: coquetel de lançamento do livro Redes sociais na Internet, de Raquel Recuero (Editora Sulina, 191 páginas, coleção Cibercultura)
QUANDO: hoje, às 18h
ONDE: a sessão de autógrafos ocorre na Livraria Vanguarda em Pelotas (rua Gonçalves Chaves, 374/2).
QUANTO: exemplares do livro custam R$ 30,00.

Um retorno conturbado

Publicação: edição conjunta de sexta-feira e sábado, 1º e 2 de maio de 2009 – jornal Diário Popular

Atalho criado pelo uso dos condutores é apontado como perigoso pela prefeitura

Ele não passa de uma parte do canteiro central da avenida Bento Gonçalves transformado em retorno, mas, apesar de irregular, é uma das rotas mais fáceis – e rápidas – para as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) desde que se transferiu para o final da rua General Argolo, atrás do Hemocentro de Pelotas.

Quando o atendimento precisa ser feito no bairro Fragata ou na vila Castilho, por exemplo, cortar caminho por ali possibilita que as unidades passem para a pista da avenida que vai em direção à rodoviária sem antes ter de ir até a rua Santos Dumont e voltar. Uma economia de três quadras e seis sinaleiras no caminho para salvar vidas.

Mesmo oferecendo facilidade, a total falta de conservação do atalho, que surgiu com o uso da população há pelo menos 15 anos, conforme a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT), prejudica o deslocamento dos veículos. “A agilidade fica comprometida. Essas pequenas demoras interferem no atendimento final”, afirma a coordenadora geral do Samu em Pelotas, Edi Marlene Monteiro. É uma distância a mais que se interpõe aos 40 atendimentos diários que fazem em média.

O secretário de Obras, João Tavares, afirma que, como a passagem não faz parte do plano viário da cidade, sua pavimentação não pode ser feita. “O retorno não é oficial e é perigosíssimo”, afirma o titular da SSTT, Jacques Reydams. Para ele, a solução seria executar um projeto já elaborado que cria um retorno em frente ao ginásio do Colégio Pelotense, medida que minimizaria o risco atual do cruzamento, que não oferece boa visibilidade. Mas o projeto não tem previsão para sair do papel. Entretanto, provisoriamente, Reydams entende a necessidade de se qualificar a passagem e afirma ser possível discutir com a Secretaria de Obras uma alternativa.

Obras no Dom Antônio Zattera vão até 10 de maio

Publicação: terça-feira, 28 de abril de 2009 – jornal Diário Popular

Atraso no cronograma é atribuído às chuvas de janeiro e aos ajustes que precisam ser feitos com o andamento do trabalho dos operários no parque

A obra atrasou, mas a revitalização do parque Dom Antônio Zattera deve ser entregue à comunidade até o dia 10 de maio. A gerência da construção afirma que faltam detalhes para que seja finalizada, como a colocação dos últimos bancos, a construção da fonte central e a manutenção dos canteiros. A prorrogação do prazo é atribuída às chuvas de janeiro e aos acertos necessários no decorrer trabalho.

“É um atraso normal para uma obra desse porte”, considera a gerente do contrato, a arquiteta Patrícia Nickhorn e Silva. E ela afirma que o prazo é o mesmo para as obras da rua Lobo da Costa, em frente ao Theatro Guarany. Além das construções de calçadas, espaços de lazer e a colocação do aparato hidráulico e elétrico, toda a jardinagem do perímetro será finalizada em menos de 15 dias.

Mas antes mesmo da inauguração oficial a população já se apropria das novas instalações e até a chama de “pequena Redenção”, em alusão ao Parque Farroupilha, em Porto Alegre. A moradora do bairro Cruzeiro do Sul, Maria José Moreira, e a filha Emilli já aproveitam o espaço reformado para relaxar à tarde. “Venho para ficar em paz. Está ficando lindo, muito harmônico”, elogia Maria José.

A rio-grandina Indaia Dutra também aproveita o espaço aberto quando vem visitar o afilhado, mas sente falta de brinquedos apropriados à primeira infância na pracinha recém-construída. “Não conheço o projeto, mas espero que venha contemplar as diferentes idades, com balanços para as várias faixas etárias e tudo mais”.

Pneus atrapalham brincadeira

Por falta de especificação no projeto original, segundo o secretário de Urbanismo, Luciano Oleiro, pneus inteiros foram escolhidos para os assentos dos balanços, o que vem dificultando as brincadeiras dos menores. Ao tomar conhecimento do problema, o secretário se comprometeu em discutir junto à Secretaria de Serviços Urbanos a substituição do material. “É bom que essas coisas que a comunidade nota com o uso cheguem para gente. Queremos criar soluções, não problemas”.