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Um retorno conturbado

Publicação: edição conjunta de sexta-feira e sábado, 1º e 2 de maio de 2009 – jornal Diário Popular

Atalho criado pelo uso dos condutores é apontado como perigoso pela prefeitura

Ele não passa de uma parte do canteiro central da avenida Bento Gonçalves transformado em retorno, mas, apesar de irregular, é uma das rotas mais fáceis – e rápidas – para as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) desde que se transferiu para o final da rua General Argolo, atrás do Hemocentro de Pelotas.

Quando o atendimento precisa ser feito no bairro Fragata ou na vila Castilho, por exemplo, cortar caminho por ali possibilita que as unidades passem para a pista da avenida que vai em direção à rodoviária sem antes ter de ir até a rua Santos Dumont e voltar. Uma economia de três quadras e seis sinaleiras no caminho para salvar vidas.

Mesmo oferecendo facilidade, a total falta de conservação do atalho, que surgiu com o uso da população há pelo menos 15 anos, conforme a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT), prejudica o deslocamento dos veículos. “A agilidade fica comprometida. Essas pequenas demoras interferem no atendimento final”, afirma a coordenadora geral do Samu em Pelotas, Edi Marlene Monteiro. É uma distância a mais que se interpõe aos 40 atendimentos diários que fazem em média.

O secretário de Obras, João Tavares, afirma que, como a passagem não faz parte do plano viário da cidade, sua pavimentação não pode ser feita. “O retorno não é oficial e é perigosíssimo”, afirma o titular da SSTT, Jacques Reydams. Para ele, a solução seria executar um projeto já elaborado que cria um retorno em frente ao ginásio do Colégio Pelotense, medida que minimizaria o risco atual do cruzamento, que não oferece boa visibilidade. Mas o projeto não tem previsão para sair do papel. Entretanto, provisoriamente, Reydams entende a necessidade de se qualificar a passagem e afirma ser possível discutir com a Secretaria de Obras uma alternativa.

Da Austrália para a América Latina sobre duas rodas

Publicação: quinta-feira, 16 de abril de 2009 – jornal Diário Popular

Eles trocaram a segurança da casa em Brisbane, Autrália, pela vida em cima de uma moto BMW. Carol, 47 anos, e Ken Duval, 56, estão desde setembro em uma aventura de três anos para conhecer os mais diversos recantos da América Latina. Não é a primeira vez que o casal sai pelo mundo. Na primeira viagem, eles rodaram 200 mil quilômetros em 57 países da América do Norte, Europa, África e Ásia, entre 1997 e 2001. A parada para conhecer Pelotas é a primeira de uma série pelo interior e pela costa do Brasil.

A moto é o meio de transporte e o lar do casal. As poucas peças de roupa, o material para acampamento e uma ‘cozinha’ – nada mais que fogareiro, panelas e alguns utensílios – seguem nos baús que ladeiam o veículo. “É preciso se desapegar das coisas materiais. É um aprendizado”, afirma Carol.

Para se preparar financeiramente para a aventura, eles afirmam ter trabalhado muito e vendido a casa, uma forma também de evitar a preocupação com o patrimônio. “Tudo o que possuímos está na moto”, afirma Ken.

A decisão de viver a vida na estrada foi tomada na década de 1980, depois de rodarem por nove meses pela Austrália e pela Nova Zelândia. “Eu sempre fui motociclista, ela sempre foi viajante. Unimos as duas coisas”, explica Ken.